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Política3 min de leitura

Rogério Marinho admite não haver provas de fraude eleitoral

Senador e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro chamou acusação de 'desabafo' e atribuiu mudança de termos da carta a erro de confecção

Por Redação Mastigado

Fonte: Agência Brasil · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, disse que não há provas de fraude eleitoral e admitiu que nem o PL nem ele podem sustentar essa acusação. Ele classificou a carta do candidato como um 'desabafo' após a saída do país.
Rogério Marinho admite não haver provas de fraude eleitoral
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Uma primeira versão da carta de Flávio Bolsonaro, divulgada na rede social X, o declarava o "verdadeiro presidente eleito do país"; meia hora depois o documento foi substituído por outra versão que o descrevia como "líder do Brasil". Em coletiva no Senado, Rogério Marinho disse que a versão definitiva o coloca como líder e afirmou que Flávio é "a maior expressão da direita no Brasil" pelo número de votos obtidos nas eleições. Marinho acrescentou que "deve ter havido algum problema na confecção da carta" para explicar a alteração de termos.

Questionado sobre as alegações de fraude contidas na carta, Marinho reconheceu não haver provas: "O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido", declarou. O senador também caracterizou a acusação como um "desabafo" de Flávio, que deixou o país com a família. Marinho chamou o aliado de "exilado", embora a saída tenha sido voluntária e sem ordem de prisão.

Investigações e fuga

Flávio Bolsonaro responde a investigações sobre lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Em uma investigação ele é suspeito, ao lado do advogado Willer Tomaz, de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de bets; em outra, é alvo por suposto financiamento do filme Dark Horse. Antes de sair do país clandestinamente em um avião de luxo que decolou da Argentina com apoio do governo daquele país, ele tinha apenas uma ordem judicial para entregar os passaportes à Polícia Federal. Marinho observou que, a partir do ano que vem, Flávio terminará o mandato de senador e ficará sem foro privilegiado e imunidade parlamentar.

Acusação sem provas

Na carta, Flávio afirma que a eleição foi fraudada e critica a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin de estender o horário de votação até as 19h — decisão tomada após pedido das campanhas do PL e do PT. No segundo turno, Lula obteve 64 milhões de votos e Flávio pouco mais de 59 milhões; as duas horas a mais no horário de votação computaram 34.393 votos. Cerca de 158,7 milhões de eleitores estavam aptos a votar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As alegações de fraude, sem apresentação de provas, contrariam a apuração e o reconhecimento do pleito pelo TSE, além do reconhecimento feito pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e por líderes de vários países. O PL também reconheceu a vitória de Lula. Em comunicado divulgado por sua assessoria, Flávio disse que vai liderar a oposição a partir dos Estados Unidos e que correrá riscos que parlamentares eleitos do PL não poderão correr; Marinho disse que essa é, de fato, a ação possível fora do país, porque, segundo ele, seria impossível exercer esse papel em solo brasileiro.

Sobre a reação internacional, Marinho comentou a declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que "não irá se envolver" em relação à carta, afirmando que o Brasil deve resolver os próprios assuntos e que espera que não haja intervenção estrangeira.