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Política2 min de leitura

Direita articula candidatura única e ameaça presidência de Alcolumbre no Senado

Rogério Marinho e Tereza Cristina negociam apoio para derrotar o atual presidente; PL terá a maior bancada, Centrão está dividido e anistia a Bolsonaro entra nas conversas

Por Redação Mastigado

Fonte: infomoney.com.br · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

A eleição da presidência do Senado, em fevereiro de 2027, pode derrubar Davi Alcolumbre: Rogério Marinho e Tereza Cristina negociam uma candidatura única da direita para derrotá‑lo, o Centrão se mostra dividido e a anistia a Jair Bolsonaro surge nas tratativas.
Direita articula candidatura única e ameaça presidência de Alcolumbre no Senado
Foto: Reprodução/infomoney.com.br

A federação União Progressista anunciou apoio à reeleição do presidente do Senado, mas a disputa segue aberta: a votação é secreta e exige maioria absoluta (41 votos caso os 81 senadores participem).

Oposição busca ampliar influência no Senado

O PL alcançou a maior bancada para a próxima legislatura, mas precisará de alianças para eleger o candidato do bloco. Rogério Marinho e a líder do PP, Tereza Cristina, negociam uma candidatura única da direita e avaliam qual dos dois teria mais chances de derrotar o atual presidente. Marinho é visto como favorito por setores do PL e foi coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

Os articuladores consideram que, caso Marinho reúna votos suficientes, Tereza Cristina poderia negociar o comando de comissões estratégicas, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, marcou uma reunião para 4 de novembro para discutir a possível oficialização da candidatura de Marinho.

Parte da movimentação também está ligada à pressão sobre o Supremo Tribunal Federal: senadores da oposição defendem que o próximo presidente do Senado avance com pedidos de impeachment de ministros — pauta que Alcolumbre tem resistido a colocar em votação.

O Centrão aparece dividido. Tereza Cristina afirmou que integrantes do futuro bloco do PP terão autonomia para escolher seu candidato, e o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) já anunciou que não apoiará Alcolumbre, citando sua postura diante dos pedidos de impeachment do STF. Ainda assim, aliados do atual presidente afirmam que ele já reúne votos suficientes, inclusive com apoio reservado de integrantes do PL.

Em conversas com senadores eleitos, Alcolumbre passou a defender, segundo interlocutores, algum tipo de indulto ou anistia ao ex‑presidente Jair Bolsonaro como medida de pacificação política — proposta que busca aproximá‑lo da direita, mas não garante a adesão dos parlamentares que pedem postura mais dura em relação ao STF.

O que está em jogo

A escolha do presidente do Senado terá impacto na tramitação de projetos econômicos, em indicações para tribunais e na relação entre o Congresso e o STF. A manutenção de Alcolumbre facilitaria a interlocução inicial com o Planalto, mas não assegura maioria automática para as propostas do governo. Uma vitória de Marinho ou Tereza Cristina daria à oposição maior influência sobre a pauta legislativa e poderia dificultar o início do quarto mandato de Lula.