Partidos aliados e nomes da direita passaram a reconhecer o resultado das eleições e a criticar a recusa do senador e ex-candidato em aceitar a derrota, especialmente depois da fuga e da divulgação da carta em que ele se autoproclamou presidente eleito e líder da oposição.
Partidos da base
O União Brasil divulgou nota assinada pelo presidente nacional da legenda, Antonio Rueda, ressaltando a legitimidade do resultado eleitoral e defendendo o respeito à decisão dos eleitores.
O União Brasil reafirma que a democracia é, para o partido, um valor inegociável. Ela não depende de quem vence ou perde uma eleição, mas do compromisso de todos com o veredito das urnas.
A nota também declarou que a eleição de 25 de outubro transcorreu com lisura e que o resultado deve ser respeitado.
O MDB publicou nas redes sociais que reafirma sua total confiança no sistema eleitoral brasileiro e, portanto, na legitimidade do resultado do pleito.
O próprio PL tornou público seu reconhecimento do resultado que deu a vitória a Lula, e o senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado e coordenador da campanha, admitiu que não há provas de fraude eleitoral no segundo turno.
Reações individuais
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse compreender a indignação do senador, mas afirmou que o momento exige responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte.
A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente
O bispo JB Carvalho, líder da Comunidade das Nações, publicou mensagem em defesa do resultado e afirmou que as eleições terminaram, sem 'terceiro turno'.
As eleições terminaram. Não tem terceiro turno. Vida que segue! Vamos viver a vida. Pare de profetizar o caos. Deus dará a cada um segundo suas obras. E Ele terá misericórdia do Brasil
O ex-candidato Renan Santos (Missão) criticou a iniciativa de conduzir a oposição a partir do exterior, comparando a estratégia a modelos adotados em outros países e classificando a atuação como uma 'oposição EAD'. Ele afirmou não acreditar que a iniciativa represente risco institucional, mas disse que a postura não traz benefícios ao Brasil.
Ele optou por não lutar aqui... ele vai lutar direto da Flórida. Eu sou oposição natural ao governo Lula, mas o Brasil não ganha em nada com esta oposição EAD sendo feita lá dos Estados Unidos para atender no fundo ao interesse americano aqui.



