Pular para o conteúdo

Política1 min de leitura

Por que a perda de patentes militares pode opor STF e STM

Após julgamento no STF, a Justiça Militar pode ser a responsável por remover oficiais das Forças Armadas

Por Redação Mariana Souza

Fonte: Nexo · Ler matéria completa

Compartilhar

Resumo Mastigado

Embora a perda de patente militar dependa de condenação criminal transitada em julgado pelo STF, o Superior Tribunal Militar (STM) é quem deve conduzir o processo sancionatório diante das Forças Armadas — potencial gerador de disputa de jurisdição.
Por que a perda de patentes militares pode opor STF e STM
Foto: ANTONIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL

Após julgamento da chamada trama golpista, militares podem ter suas patentes cassadas — mas ainda não está claro se isso será decidido pelo STF ou pela Justiça Militar (STM).

O Código Penal Militar e a Constituição determinam que oficiais condenados a mais de dois anos de prisão devem responder a uma "Representação para Declaração de Indignidade ou Incompatibilidade para o Oficialato", processo que ocorre no STM. A perda de patente não é automática e requer avaliação ética da corte militar.

Mesmo militares da reserva ou reformados podem ser alvo dessa investigação. Após o trânsito em julgado da pena, cabe ao Ministério Público Militar apresentar o caso ao STM, que avalia apenas se o crime fere os valores militares — sem discutir o mérito da condenação.

Caso o Supremo decida que ele mesmo deva julgar a cassação como pena acessória, isso pode gerar um conflito institucional, já que o STM insiste em manter sua competência exclusiva. A decisão final sobre quem aplica a sanção será tomada pelo STF ao encerrar os julgamentos.