Reportagens internacionais indicam que o senador teria deixado o Brasil em direção aos Estados Unidos, possivelmente entrando pelo território argentino em Puerto Iguazú. Um site argentino afirmou que ele cruzou a fronteira com documento de identidade e embarcaria em um jato Gulfstream G400 (matrícula LV-JQW) da empresa Baires Fly S.A.; registros de monitoramento aéreo mostram a aeronave chegando a Puerto Iguazú a partir de Buenos Aires, mas sem saída posterior registrada.
Autoridades de migração da Argentina informaram que não há registro de entrada do senador no país. A Polícia Federal também relatou não haver registro de passagem por pontos regulares de controle migratório brasileiros, segundo apurações citadas pela reportagem.
O Departamento de Estado dos EUA comunicou a uma repórter da TV Globo, Raquel Krähenbühl, que concederá vistos a Flávio Bolsonaro e a sua família e permitirá a entrada deles no país. O órgão, porém, não confirmou se o senador já está em solo americano.
No Brasil, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o senador entregasse seus passaportes; a ordem foi descumprida e o documento não foi entregue à Polícia Federal no prazo definido. A decisão integra um processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal também apura possível envolvimento em esquema de apostas e investiga o financiamento da produção do filme 'Dark Horse', sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio e Willer Tomaz dizem que são amigos, negam serem sócios e negam qualquer irregularidade.
Outros veículos internacionais, como a BBC News, afirmaram que o senador teria chegado aos Estados Unidos pela Flórida e se encontrado com o irmão Eduardo Bolsonaro; essas informações foram relatadas por terceiros e não aparecem como confirmação oficial nas comunicações do governo americano ou das autoridades migratórias argentinas.



