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Política2 min de leitura

Câmara cria GT para regulamentar propaganda eleitoral na internet

Grupo terá 15 dias para propor mudanças no Código Eleitoral; objetivo é aprovar o texto na Câmara e no Senado ainda em 2026, após críticas sobre a atuação da Meta.

Por Redação Mastigado

Fonte: Poder360 · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

A Câmara anunciou a criação de um grupo de trabalho para regulamentar a propaganda eleitoral na internet. O GT terá 15 dias para elaborar proposta de alteração do Código Eleitoral, com a meta de aprovar o texto em 2026 no Congresso.
Câmara cria GT para regulamentar propaganda eleitoral na internet
Foto: Reprodução/Poder360

Críticas à atuação de plataformas digitais nas eleições de 2026 motivaram a medida. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu a instabilidades e ao rigor de filtros em sua conta, e veículos de imprensa apontaram remoções de reportagens por sistemas automatizados. O Ministério Público Federal exigiu explicações da Meta depois que a companhia restringiu 206.910 conteúdos no 1º turno por critérios relacionados ao silêncio eleitoral e ao uso de inteligência artificial.

Anúncio e justificativa

O presidente da Câmara anunciou a criação do grupo de trabalho após reunião com presidentes e líderes partidários na Residência Oficial da Câmara. Segundo ele, a proposta visa estabelecer regras claras para propaganda eleitoral em redes sociais e plataformas digitais, equiparando essa regulamentação à aplicada a materiais impressos, rádio e TV.

Em declaração, afirmou que a intenção não é censurar, mas garantir "regras claras que garantam a paridade de armas" e um "sistema transparente, um sistema isonômico", para evitar benefícios desconhecidos a candidatos ou partidos. Disse também que a ideia é trazer clareza ao Código Eleitoral.

Funcionamento e prazo

  • Cada partido indicará um integrante para compor o grupo de trabalho.
  • O GT terá 15 dias para elaborar uma proposta de alteração do Código Eleitoral.
  • A intenção é que o texto seja aprovado na Câmara e no Senado ainda em 2026.

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão considerou insuficientes as justificativas apresentadas pela Meta e recomendou medidas para resguardar a liberdade de expressão. Em resposta, a empresa afirmou ter restringido conteúdos gerados ou alterados por IA para cumprir resolução do Tribunal Superior Eleitoral.