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Política2 min de leitura

MPT aciona Justiça para Meta apagar posts de assédio eleitoral

Ação cobra R$ 50 milhões em danos morais e exige exclusão de publicações no Instagram, Facebook e Threads em 24 horas

Por Redação Mastigado

Fonte: Agência Brasil · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

O Ministério Público do Trabalho entrou na Justiça pedindo a exclusão em 24 horas de publicações que incentivem a demissão ou perseguição de funcionários por escolhas políticas no Facebook, Instagram e Threads, além de cobrar indenização de R$ 50 milhões da Meta por danos morais coletivos.
MPT aciona Justiça para Meta apagar posts de assédio eleitoral
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A medida movida por sete procuradores atinge conteúdos que estimulam empresários a vasculhar redes sociais, expor funcionários ou retaliar trabalhadores com base no voto manifestado. No processo no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, a primeira audiência perante a 77ª Vara do Trabalho de São Paulo foi designada para 29 de março de 2027.

Disparo nas denúncias após a eleição

A ação civil pública ocorre em meio a uma alta superior a 75% nos registros de assédio eleitoral logo após o segundo turno das eleições gerais, acumulando 1.459 casos em território nacional.

A distribuição das denúncias pelo país concentra os maiores volumes nos seguintes estados:

  • São Paulo: 620 denúncias
  • Minas Gerais: 351 denúncias
  • Paraná: 338 denúncias
  • Rio de Janeiro: 252 denúncias
  • Rio Grande do Sul: 223 denúncias
  • Santa Catarina: 165 denúncias

Alcance algorítmico e exposição

Segundo a petição, perfis digitais passaram a orientar empregadores a conferir as preferências políticas de empregados e demitir quem divergir da orientação do patrão. O órgão identificou postagens que divulgam nomes e imagens de trabalhadores para ridicularização e comemoração de demissões. Em uma conta com 3,8 milhões de seguidores, apenas quatro publicações monitoradas somaram mais de 2 milhões de curtidas.

O Ministério Público do Trabalho argumenta que os próprios mecanismos de recomendação da Meta, como a aba 'Explorar' e as sugestões no 'Reels', potencializam o alcance dessas publicações ilegais ao priorizar engajamento. Procurada para se manifestar sobre a ação judicial, a Meta informou que não comentará o assunto.