No painel em que o novo trailer foi exibido, estiveram presentes Michelle Yeoh, Hunter Schafer, Dimitri Abold, Lewis Gribben, Matthew Needham, a showrunner Silka Luisa e os produtores executivos Andrew Kosove e Broderick Johnson.
O mistério no centro da série
A trama gira em torno de Olwen, uma replicante que trabalha como Blade Runner e que, em vez de caçar insurgentes humanos, está procurando por Merrick, um colega desaparecido — algo inédito dentro do universo da franquia, segundo a showrunner Silka Luisa.
Hunter Schafer descreveu sua personagem como uma humana que vive como fugitiva da LAPD. Após ter seu local de trabalho invadido, ela precisa proteger o irmão mais novo e acaba se passando por Blade Runner para cumprir uma missão sob cobertura.
Michelle Yeoh interpreta uma personagem que sabe que está morrendo e não gosta de deixar questões em aberto. A série usa um sinal visual — unhas com tom azulado — inspirado no primeiro Blade Runner para marcar a progressão da doença ao longo dos episódios, explicou Luisa.
Um mundo em que replicantes venceram
Segundo a showrunner, a história se passa em 2099, 50 anos após 2049, num cenário em que a insurreição replicante já triunfou e os humanos perderam o posto de espécie dominante. A série investiga o que acontece quando uma espécie chega ao fim e a outra nasce, e explora a busca de identidade tanto dos humanos quanto dos replicantes.
Luisa disse também que, embora os replicantes estejam no controle, eles não possuem plena humanidade: têm agência e desejos, mas ainda carecem de aspectos fundamentais, como a capacidade de engravidar ou envelhecer. Em uma das cenas mostradas, o red light district não vende sexo, e sim experiências humanas — uma indicação das novas dinâmicas sociais do universo da série.
Os produtores descreveram o formato como um thriller investigativo com forte debate filosófico sobre o que significa ser humano. Matthew Needham chamou a produção de "um grande conto de detetive" com um mistério central profundo, enquanto os executivos destacaram que haverá pistas e easter eggs que dialogam com os filmes anteriores.
Na parte técnica, Luisa explicou que 2099 ganhou uma terceira estética própria, distinta dos filmes anteriores, com cenários 360º, iluminação integrada aos sets, elementos mecânicos em movimento e muitos detalhes de produção que passam a sensação de um mundo funcional e vivido.
Os produtores também ressaltaram a atualidade das temáticas: para eles, a boa ficção científica reflete o presente, e a ideia de algo substituindo os humanos no topo da cadeia tem ressonância no contexto do surgimento da inteligência artificial.



