Nascido em Tóquio e criado na região que hoje faz parte do norte da China durante a infância, Tetsuya Chiba estreou como mangaká profissional aos 17 anos, em 1956. Ficou amplamente conhecido pelo mangá de boxe Ashita no Joe, que originou adaptações televisivas em 1970 e 1980 e dois filmes animados em 1980 e 1981. A obra também serviu de base para a releitura futurista Megalobox (2018), cujo crédito reconhece o mangá original; a sequência Megalobox 2: Nomad estreou em abril de 2021.
Chiba vinha publicando a série Hinemosu Notari Nikki até que a obra entrou em hiato em 25 de setembro por problemas de saúde. A Japan Cartoonists Association informou que ele faleceu em 22 de outubro em um hospital em Tóquio, aos 87 anos; o funeral foi realizado em cerimônia privada, conforme pedido da família, que também solicitou que não fossem enviadas flores, donativos ou mensagens de condolência. A associação ressaltou o papel de Chiba como presidente e a contribuição dele para a promoção do mangá e para a formação de novos criadores.
Reações
- Mika Akitaka lembrou que Chiba foi seu recomendante para a Japan Cartoonists Association e expressou grande tristeza pela perda.
- A editora de Big Comic Superior publicou obituário destacando mais de 70 anos de carreira, a dedicação contínua à serialização e o apoio ao desenvolvimento de jovens autores.
- Kōsuke Fujishima recordou um aperto de mão marcante e descreveu Chiba como uma influência pessoal.
- O embaixador da Geórgia no Japão, Teimuraz Lezhava, afirmou que obras como Ashita no Joe deram esperança a muitas pessoas e ofereceu condolências.
- Diversos mangakás e autores — entre eles Eiji Inuki, Mari Yamazaki, Rumiko Tezuka, Tetsuo Hara e outros — publicaram mensagens de agradecimento e lembrança, citando influência, apoio e memórias pessoais.
As manifestações de pesar se multiplicaram em redes sociais e em notas oficiais de editoras, reunindo relatos sobre a influência de Chiba na geração seguinte de autores e no público leitor.



