Pesquisadores aplicaram corante fluorescente em pontos da bacia hidrográfica e acompanharam o trajeto da água até as galerias da caverna mais longa do mundo. O monitoramento mostrou conexões subterrâneas que atravessam os limites do parque protegido e permitiu estimar que aproximadamente 60% da área de recarga fica fora da unidade de conservação.
Como foi feito o rastreamento
O método usa corantes fluorescentes para identificar caminhos invisíveis da água em sistemas cársticos. Técnicas desse tipo começaram a ser aplicadas nas décadas de 1970 e 1980 e, segundo o U.S. Geological Survey, evoluíram para permitir mapeamentos com alta precisão. Monitoramentos repetidos garantiram dados confiáveis sobre a hidrologia subterrânea e as conexões entre diferentes redes de galerias.
Descobertas e dados principais
Entre os resultados confirmados pelo estudo estão:
- Extensão já mapeada do sistema: mais de 426 milhas de galerias;
- Área de recarga localizada fora do parque: aproximadamente 60%;
- Método principal: rastreamento com corante fluorescente.
Os pesquisadores ressaltam que a recarga que ultrapassa barreiras administrativas torna a gestão da água e a conservação do ecossistema cavernícola mais complexas.
O que muda para a proteção ambiental
Como as bacias que alimentam a caverna não coincidem com os limites do parque, a proteção integral do sistema exige acordos regionais e cooperação entre diferentes órgãos. A extensão territorial invisível expõe a cavidade subterrânea a impactos originados na superfície, como contaminação, e aumenta a vulnerabilidade de espécies endêmicas que dependem desse habitat.
Entender a dinâmica do fluxo em rochas calcárias também é importante para prever eventos de enchente e proteger mananciais contra poluentes. O estudo enfatiza a necessidade de planos de manejo regionalizados e de monitoramento contínuo para conservar a integridade do sistema.



