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Anvisa revoga proibição de entrega de medicamentos por apps

Decisão publicada no DOU libera plataformas como iFood, Mercado Livre e outras, mas autorização definitiva depende de regulamentação e vendas por farmácias licenciadas

Por Redação Mastigado

Fonte: CNN Brasil · Ler matéria completa

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Resumo Mastigado

A Anvisa revogou as medidas que proibiam a comercialização, distribuição e propaganda de medicamentos por plataformas digitais como iFood, Rappi, Mercado Livre, Submarino e Americanas. A mudança segue a Lei nº 15.357, mas a autorização definitiva depende de regulamentação específica; vendas só poderão ser feitas por farmácias e drogarias licenciadas.
Anvisa revoga proibição de entrega de medicamentos por apps

A Anvisa revogou, em publicação no Diário Oficial da União, as medidas que proibiam grandes plataformas digitais de atuarem na comercialização, distribuição e propaganda de medicamentos. A decisão acompanha as mudanças trazidas pela Lei nº 15.357, em vigor desde 20 de março de 2026.

O que mudou

Antes da revogação, a agência mantinha ações de fiscalização que impediam aplicativos e marketplaces de operar no setor de saúde: no caso de Rappi e iFood, a proibição abrangia comercialização, distribuição e propaganda; para Mercado Livre e o grupo B2W (Americanas e Submarino) o impedimento recaía sobre a comercialização e a publicidade. A Shopee já havia recebido liberação em publicação anterior.

Regras e fiscalização

A revogação das proibições não equivale a autorização automática para que as empresas comecem a vender remédios. A Anvisa apontou pontos de atenção que permanecem vigentes:

  • A autorização definitiva depende de uma regulamentação específica a ser editada pela agência;
  • As empresas devem cumprir integralmente a regulamentação sanitária vigente;
  • A venda só pode ser realizada por farmácias e drogarias devidamente licenciadas, que podem contratar canais digitais para logística e entrega.

Posição das empresas

O Mercado Livre disse receber positivamente a decisão e afirmou que a medida favorece a concorrência, a modernização do setor e o acesso a medicamentos. A empresa informou que já opera um piloto de venda direta em São Paulo e vê como avanço a possibilidade de marketplace para farmácias (modelo 3P).

O grupo B2W, que reúne Americanas e Submarino, declarou que atualmente não comercializa medicamentos em suas plataformas e que acompanha as decisões da Anvisa. A Shopee considerou a decisão um avanço e afirmou que, conforme a regulamentação, a venda será permitida apenas por farmácias e drogarias licenciadas.

A reportagem informou que procurou as demais empresas citadas na decisão; o espaço segue aberto para manifestações.