Pular para o conteúdo

Entretenimento2 min de leitura

Duas esculturas de aves em marfim de 40 mil anos são achadas em Hohle Fels

Peças foram recuperadas em camada aurignaciana; a menor mede 2 cm e estava a 1,5 m da outra

Por Redação Mastigado

Fonte: Olhar Digital · Ler matéria completa

Compartilhar

Resumo Mastigado

Arqueólogos encontraram duas pequenas esculturas de aves esculpidas em marfim de mamute na caverna de Hohle Fels, Alemanha, em camada aurignaciana. A idade estimada é de cerca de 40 mil anos; a menor peça tem 2 cm.
Duas esculturas de aves em marfim de 40 mil anos são achadas em Hohle Fels
Foto: https://olhardigital.com.br/curiosidades/wp-content/uploads/2026/09/159.jpg

Pesquisadores anunciaram a descoberta de duas pequenas esculturas de aves esculpidas em marfim de mamute na caverna de Hohle Fels, na Alemanha. As peças foram recuperadas em camadas aurignacianas e têm idade estimada em cerca de 40 mil anos, segundo a Universidade de Tübingen.

Detalhes das esculturas

  • Material: marfim de mamute.
  • Idade estimada: cerca de 40 mil anos.
  • Local: camada aurignaciana da caverna de Hohle Fels.
  • Dimensões: a menor peça mede 2 cm; as duas estavam separadas por aproximadamente 1,5 m.
  • Representações: uma ave em postura de repouso (postura de choco) e outra com asas abertas e detalhes gravados.

Os pesquisadores destacam o nível de detalhe nas peças: uma apresenta a ave em repouso, enquanto a outra tem as asas abertas com gravações minuciosas. As esculturas teriam sido trabalhadas com ferramentas de pedra, usando o marfim disponível no ambiente pré‑histórico.

Como foram analisadas

As escavações empregaram mapeamento tridimensional para registrar o contexto sem danificar os sedimentos fracos. A preservação excepcional do marfim foi atribuída às condições climáticas favoráveis dentro da caverna, que ajudaram a manter os vestígios orgânicos ao longo dos milênios.

A descoberta ampliou debates entre cientistas e historiadores sobre a arte da Era do Gelo na Europa ocidental. As peças são apontadas como, possivelmente, a menor obra de arte da Era do Gelo na região, e sua conservação e detalhamento têm sido alvo de análises laboratoriais para entender técnicas de entalhe e desgaste.