O secretário de finanças do clube argentino comentou em resposta a uma publicação no Instagram: "No ano que vem eles podem jogar. Se ele quiser vir ver, a gente convida".
A reação veio após uma declaração do técnico do Flamengo, que disse acreditar na possibilidade de reversão da eliminação, mas afirmou que o caso está com o departamento jurídico e preferiu não se alongar: "Eu acredito que é possível, mas essa situação está no departamento jurídico e eu não vou me alongar".
Entenda o caso
Eliminado nos pênaltis na semifinal da Libertadores após um 0 a 0 no Maracanã, o Flamengo foi incluído como parte do processo do Estudiantes no Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) sobre a liberação de Marcos Rojo na véspera do jogo de volta; o clube argentino avisou que, se o jogador fosse escalado, reivindicaria os pontos da partida.
Rojo teve uma transferência conturbada do Racing. O Estudiantes, que perdeu dois titulares da defesa (Pirez e Tomás Palacios) suspensos para o primeiro jogo da semifinal, pagou US$ 500 mil para concluir a contratação e assumiu bônus de US$ 250 mil em caso de classificação para a final e US$ 450 mil em caso de título.
A contratação ocorreu após o fim da janela de transferências na Argentina: a Associação de Futebol Argentino permitiu a inscrição no campeonato nacional como substituição do lesionado Gabriel Neves, mas a Conmebol rejeitou por duas vezes a inscrição para a Libertadores. Diante disso, o Estudiantes recorreu ao CAS para poder escalar o reforço no Maracanã; Rojo foi titular na lateral esquerda na partida.
O artigo 19 do Código Disciplinar da Conmebol prevê que, em caso de escalação indevida, "qualquer equipe cuja responsabilidade se determina o resultado de uma partida, será considerada perdedora desse encontro por 3 a 0", tese usada como base para a tentativa de contestação do resultado em tribunal.



